CONSCIENTIZAÇÃO - Violência contra a mulher perde mais uma na AL

Em lista com 84 países, o Brasil ocupa o 7º lugar nas taxas de homicídio feminino. Mato Grosso é o 11º entre os 27 estados

Os deputados aprovaram na primeira votação regimental em plenário – e em rito considerado sumaríssimo – um novo instrumento de conscientização e de combate aos crimes de violência praticados contra a mulher. A proposta cria campanha sobre o assunto e deve ser desenvolvida anualmente, sempre durante o mês de novembro, em todos os órgãos públicos estaduais.

Com o Projeto nº 188/2012, o deputado Wagner Ramos (PR) quer contribuir para reverter uma posição “incômoda e angustiante” que marca negativamente o Brasil e Mato Grosso. “Esse cenário que vivemos denigre o estado e atinge em cheio as famílias mato-grossenses”, disse o parlamentar.

Ele está bem claro no Mapa da Violência 2012 – Capítulo ‘Homicídios de Mulheres no Brasil’, do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz. O trabalho tem apoio do Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos (Cebela) e da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso)”, observou o parlamentar.

Segundo o documento, em uma lista com 84 países o Brasil está em 7º lugar nas taxas de homicídio feminino (4,4 em 100 mil mulheres), perdendo apenas para El Salvador (1º lugar, com 10,3 mulheres), Trinidad e Tobago (7,9), Guatemala (7,9), Rússia (7,1), Colômbia (6,2) e Belize – o 6º, com 4,6 mulheres. O trabalho inclui dados de homicídios e de atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS).

Mato Grosso também é o 11º entre os 27 estados quando o assunto envolve crimes contra a mulher. A campanha de conscientização proposta por Wagner Ramos prioriza – entre outros espaços sociais – estabelecimentos de ensino, hospitais, ambulatórios e centros de saúde, e estimula parcerias com organizações da sociedade civil. Ela deve ser levada a outros espaços sociais.

Entre as ações previstas durante as mobilizações, estão: conscientização quanto aos principais fatores que geram violência contra a mulher; estimulo para que os crimes sejam denunciados; e divulgação das punições previstas em lei. O PL 188/2012 já está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Fonte: Fernando Leal - Assessoria de Gabinete

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