SAÚDE - Wagner Ramos alerta para as desigualdades regionais

“Há uma diferença gritante em nosso Estado. De um lado, está lotado de hospitais, de OSs... enquanto no médio norte não existe nada”

A morte de um paciente do médio norte mato-grossense por falta de atendimento médico adequado, na última terça-feira (30), provocou forte questionamento do deputado Wagner Ramos (PR) sobre as desigualdades regionais na Saúde praticada pelo setor público.

Vítima de um acidente de trânsito, Ari Freitas Pereira (54) – de Tangará da Serra – precisou esperar um dia e meio para conseguir vaga de UTI em neurocirurgia, em Cuiabá, e faleceu por essa demora no atendimento. Ao traçar um comparativo entre duas regiões, o parlamentar mostrou as diferenças.

Segundo ele, partindo de Jangada pela BR 163 uma OS (Organização Social de Saúde) com funcionamento na saúde pública atende Rosário Oeste, Nobres e Diamantino. Mais à frente, há o Hospital Regional de Sorriso, onde tem atuação do Governo do Estado. A situação também é idêntica em Sinop. Nessa mesma rota, em Colíder e – mais à frente – em Alta Floresta há hospital público administrado por OS. E existiriam informações sobre projeto igual para Matupá.

“Eu estou preocupado com as diferenças porque, em contrapartida, não existe atendimento público à saúde em nossa região. O médio norte mato-grossense é imenso e as pessoas continuam morrendo por falta de atendimento médico. Estou indignado com essa situação e com a Secretaria de Estado de Saúde que não deu atenção a esse problema tão grave”, disse Wagner Ramos.

A região citada pelo republicano surge após Jangada, à esquerda. No primeiro trecho ela abrange Barra do Brugres, Porto Estrela, Nova Olímpia, Denise, Arenápolis, Nortelândia, Santo Afonso, Nova Marilândia e Nova Olímpia. Na sequência, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Brasnorte, Juína, Castanheira, Juruena, Aripuanã, Cotriguaçu e Colniza, já próximo à divisa com Pará-Rondônia.

“A população mato-grossense e a de qualquer outra parte do mundo precisa de um atendimento uniforme e de qualidade na Saúde e em qualquer outro setor do serviço público. Mas há uma diferença gritante em nosso Estado. De um lado, está lotado de hospitais, de OSs, inclusive em trechos com menos de 100 quilômetros entre cidades. Enquanto isso, no médio norte não existe nada”.

Segundo o parlamentar, o governador Silval Barbosa já admitiu que precisa fazer algo para a região. “Apenas em Barra do Bugres há um hospital de referência regional que não consegue funcionar porque não recebe os repasses. Por isso, a alternativa foi suspender os atendimentos”. No município, a população “fechou” a ponte para fazer manifestação e, com isso, tentar reivindicar o direito de ter pagas – pelo menos – as despesas públicas feitas no município com a Saúde.

“Vou continuar lutando por uma saúde pública de qualidade para o médio norte, por um hospital público para Tangará da Serra que é o polo dessa região, não importando que seja regional, que seja municipal com referência regional ou qualquer outra alternativa que dê um bom atendimento à nossa população. Só que, para isso, eu preciso da ajuda do governo. O povo está morrendo!”, alertou Wagner Ramos.

Fonte: Fernando Leal - Assessoria de Gabinete

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