Artesãos de Tangará representam o médio-norte em exposição

A expectativa em torno da economia solidária, no Estado, é de conquista e de avanço com a aprovação do Decreto 598, de 15 de agosto último

Artesãos de Tangará da Serra começaram a expor e comercializar nesta segunda-feira (17), no saguão principal da Assembleia Legislativa, diversos produtos oriundos de empreendimentos da economia solidária do médio-norte mato-grossense.

Na exposição, os profissionais da região estão representados pela Associação Mandala Viva (GMV) e pela Associação dos Artesãos de Progresso (Assoarte). A iniciativa acontece em meio a eventos nacionais sobre o tema, como a Oficina Nacional sobre Formação Política e Economia Solidária, em São Paulo, e a um mês de seminário a ser realizado pelo Centro Nacional de Formação em Economia Solidária, em Brasília (16 a 18 de novembro).

“O momento é bastante oportuno para os artesãos mato-grossenses mostrarem a qualidade dos seus produtos e os representantes de Tangará e do médio-norte estão fazendo esse papel”, observou o deputado Wagner Ramos (PR). Ele disse que a economia solidária fortalece as raízes desse modelo de empreendimento e elogiou o trabalho do Nupes – o Núcleo de Políticas para Economia Solidária, da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Tangará. A Assoarte é formada por um grupo de mulheres que produzem artesanato em cerâmica e madeira. A Artetan reúne homens e mulheres que produzem artesanatos de tecido, madeira, biscuis e de pneus reciclados.

Na exposição, elas também representam a Associação Girassol, o Grupo Mandala Viva, a Associação Vale do Sol II, o Grupo Ciranda e a Apae, entre outras entidades. Para o secretário de Turismo de Tangará, Guilherme Schenkel, a política de economia solidária desenvolvida no município é uma das mais fortes do estado. “São mostras realizadas dentro e fora de Tangará da Serra, como esta na Assembleia. Temos o Nupes e os trabalhos são desenvolvidos nas regiões com apoio de parceiros.

O sucesso está na organização e no sentido coletivo do trabalho”, explicou Schenkel. Titular da pasta que detém o Nupes, o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Suedir Ribas, assegurou que a economia gerada por meio desse projeto já deixou de ser um complemento financeiro. “Mais do que isso, ela está incorporada à economia formal das famílias. Os artesãos contam hoje com locais fixos no município, específicos para exporem seus produtos. Eles também têm suporte, estrutura física e apoio logístico complementar da prefeitura”, disse o secretário. Schenkel e Ribas lembraram que a perspectiva da Prefeitura de Tangará da Serra é que mais pessoas se unam em torno das cooperativas já existentes, se fortalecendo e fazendo com que seus produtos não atendam apenas o comércio interno. Ao invés disso, sejam exportados em médio prazo.

Para esse projeto, já existe parceria firmada com o Sebrae e trabalho com a Secretaria de Estado de Comércio, Minas e Energia para identificar as vocações da região como um todo e outras possíveis habilidades dos artesãos locais. A expectativa em torno da economia solidária, em Mato Grosso, de conquista é de avanço com a aprovação do Decreto 598, de 15 de agosto último. Ele regulamenta a Lei nº 8.936 (17.07.2008), que institui a Política Estadual de Fomento à Economia Popular Solidária no Estado. Coordenada pelo Instituto Memória da Assembleia Legislativa (IMPL), a exposição se estenderá até a próxima sexta-feira (21).

Fernando Leal - Assessoria de Imprensa

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